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***Poemas de Amor***
Apresentados ao Prémio Poesia em
Rede - Publicação Final
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(1) A Tempestade que não entra...
A Tempestade que não entra...
Vejo à minha frente Um caminho diferente Um caminho que se diz contente... Mas eu... Perco-me no meio de palavras divergentes... O sonho, só, não basta Preciso de algo que me afaste Da ilusão, da incerteza, da incoerência. A realidade, apenas, não é suficiente Quero acreditar e confiar nos meus instintos... Nas minhas vontades... O nevoeiro, calmamente regressa à minha vida. Uma nova estação se apresenta. O vento bate à minha porta Mas a passividade impede-me de a abrir Impedindo também que me transforme... Impedindo que me permita a modificar... Impedindo um turbilhão de emoções... Impedindo uma tempestade capaz de lavar as feridas mais profundas... Quero-te como um furacão. Quero-te como uma catástrofe, Como algo capaz de me deitar abaixo... Mas que em seguida me dê a mão para me erguer outra vez. E assim de cara e alma lavada talvez mude o meu caminho... E assim talvez siga mais uma vez por estradas erradas na esperança de um dia voltar a encontrar-te...
Inês Montenegro
(2) Quero Amar-te Quero Amar-te
Quero amar-te como ninguém te amou; Em toda a parte quero ter-te sem fim; Como se fosses tu uma parte de mim; Amar-te até desconhecer quem sou;
Quero encontrar-te se ninguém te encontrou; Passear contigo entre as flores do jardim; Colher as mais perfumadas que o jasmim; Para que por ti saibas quem se apaixonou.
Quando te imagino sabes o que eu vejo: Alguém que encheria todo o meu ego; Por isso encontrar-te é o que eu almejo.
E se não podes amar-me por medo Aqui te deixo um secreto desejo: Seremos amantes em grande segredo!
Ass: amante secreto
(3) Ardente
Ardente
Cinzento vejo um céu. Afirmo que não é o meu! Olho para o meu céu E vejo que é tão cinzento quanto o teu. A que conclusão poderei chegar? Tão simplesmente quero-te amar! Amor, que palavra estranha, Rima com dor e arde como lenha. Arde compulsivamente num coração que também é meu. Arde compulsivamente e de vermelho pinta o nosso céu.
Bruno Migue Afonso Silva
(4) Chorei
Chorei
Chorei, chorei baixinho… Uma lágrima caiu no silêncio da noite. Um silêncio triste e profundo Que me trás uma leve brisa de saudade. Um conjunto de sentimentos Que se transformam num sonho, Um sonho que se desfaz em nada, Um nada que afinal é tudo Mas um tudo que eu não sei se existirá… Sei apenas o que sinto. Sinto um vazio na alma, E, ao mesmo tempo, Uma eterna e paciente esperança Capaz de secar todas as lágrimas Que eu já chorei e mais aquelas Que eu sei que ainda vou chorar… … Por nós … Por ti, por mim E por este sentimento ao qual eu não consigo dar um fim. Sentimento esse, capaz de ultrapassar Qualquer barreira só para estar contigo. Será esse sentimento forte Que se chama "amor"?
Rute Lopes
(5) Queria ter você por uma noite
Queria ter você por uma noite, para poder te dizer e te mostrar, o que eu tenho para te oferecer...
Dar-te carinhos, abraços, amassos...
Dar-te-ei também, meu coração, cheio de amor, esperança.
Sentimentos que se unem, e fazem florescer a paixão, que está presa dentro do meu ser... Está escondida, e só se mostrará para você.
Mostrar-te-ei também o caminho, o caminho da felicidade, que todos procuram, mas poucos encontram!
Só aquele de coração puro, De sentimentos verdadeiros, Consegue encontrar o caminho da felicidade plena...
Nome: Bruno Ramalhete
(6) Horas Quentes
Horas Quentes
Olhos azuis, cor do mar, tão ardentes; Cabelos loiros os meus versos afagavam, Sobre juncos dobrados, mas contentes Por enlaçarem as bocas que se beijavam.
Minhas mãos, docemente lhe tocavam Numa alegria vibrante e entontecida, Seus braços com volúpia m´abraçavam, Deitados sobre a areia adormecida.
Sob aquele mórbido Sol escaldante, As ondas espraiavam-se com cadência... E os beijos sôfregos, nesse instante Eram segredos na nossa consciência.
Embriagados pelo Sol, pelo prazer... Renasceu em nós a alegria de viver!
Tó...Patudo
(7) Amar
Amar
Ensinaste-me a amar, Prometes-te comigo ficar, Breve foi o sonho, amor Teu beijo perdeu o sabor.
Meus sonhos desabaram, Meu corpo perdeu a cor, Meus olhos nunca tanto choraram, Como por ti meu amor.
Meu mundo desabou, Já não há magia, O arco-íris desbotou, A minha vida já não tem dia.
Preciso de ti, Preciso que saibas que te amo, O meu mundo não é nada sem ti, Quero-te de volta!
Autora: Sara Nobre
(8) Amo(r)te
"A m o (r) t e"
Estamos os dois no café, sentados, E as palavras fogem-me e o momento, E os pensados e os sabidos e os achados Fogem com o tempo. E ele vai-se passando. E passa! - Como o vento; não!, Como o mar ou a maré Ou como as ondas que no fim desaparecem.
É preciso agir, e saber, porque no fundo, As palavras, assim como o amor, perecem... Meu amor, tomemos para nós o mundo! Guardemos as nossas lembranças e os fados Que os meus fados foram por fim levados Pelo vento; não!, Pelo mar ou pela maré, Ou pelos relógios que estão adiantados.
Talvez não; e talvez já seja tarde demais, Mas será que no fim, isto foi suficiente? Decerto que não, decerto que eu queria mais. Decerto que me contento com o olhar, Mas quero o calor!, Quero a emoção, o transtorno, a ligeireza, Todas essas sensações que vêm com o sabor De um pedaço amargo de solidão E talvez amor à mistura! Ou talvez não.
Estamos os dois no café, sentados, E eu penso em ti, sem que as palavras me saiam. E eu olho por ti, no silêncio da noite, Onde as palavras voam tristes pelo céu E isto não é mais que um mundo teu.
Autor: Luís Mendes
(9) Romance
Romance
Olha o mundo. E faz perguntas, como se nascesses agora, sobre o que vês. Sobre o que é a luz, e a realidade, e a subtil diferença Entre o superficial e o profundo. E então, se quiseres mesmo, talvez Consigas entender o que sinto na tua presença. E consigas perceber o que é renascer a cada momento, E ter uma luz diferente cada dia. E saber que o que sou é porque és, E que sem isso nada mais é que deserto. E que se te pareço a ti incerto, A incerteza é tua porque para mim não há Juras e promessas além de ti, E leis além do que me dizes e olhas. E quero, isso quero, Quero-te amar não ao ponto de dar a minha vida por ti, Mas ao ponto de dar a minha vida contigo. Quero amar-te não ao ponto de dar a minha vida por nós, Mas sermos nós a minha vida. E quero amar-te para além do significado das palavras E para além do significado do amor, Mas nunca para além do teu significado. E se não quiseres, Não precisas de querer. O amor não se quer, cria ou transforma. Existe, em mim, por ti até morrer, E se não existe em ti, nada a fazer, pois não se forma.
Pedro Leitão
(10) Meu calcanhar de Aquiles...
Meu calcanhar de Aquiles...
Ninguém sabe como me dói ... Ninguém sabe como me mói ... Aquilo que me fizeste... Ninguém sabe como me dói ... Ninguém sabe como me mói ... Aquilo que me causaste... Ninguém sabe como me dói ... Ninguém sabe como me mói ... Como me magoaste ... Ninguém sabe como me dói ... Ninguém sabe como me mói ... Saber p'lo que me trocaste... Ninguém sabe como me dói ... Ninguém sabe como me mói ... Saber que não tentaste... Ninguém sabe... Aquilo... Ninguém sabe... Mas eu sei...
Heber Rebelo
(11) Ilusão
Ilusão
Amor é chorar por quem não nos merece, É beijar a alma de quem nos entristece. É esperar por ti, Mesmo sabendo que não estás aqui. Amor é aquilo que sinto por ti, Algo que destrói a minha paz E que faz com que tudo me lembre de ti, E não me deixe apagar um amor Que apenas me traz sofrimento e dor. Porque no fundo continuarei a te amar, Porque és o sol que ilumina as minhas manhãs Para continuar na esperança de amor impossível. E esperarei até ao infinito dos meus dias, Quando reparares que existo já terei morrido; Pois é pior a dor de me ignorares do que te ver com outra. Quanto te vejo o meu coração fica apertado Por momentos espeta-se um punhal nele, Depois acalmo-me e penso Será que um dia poderei estar a teu lado. São quase inesquecíveis os teus olhos, Que tanto sonho durante a noite. E a tua boca quando me sorri faz-me voltar a ilusão, Ilusão que é amar-te apaixonadamente, E esperar por ti inesperadamente. Com um momento que jamais acontecerá Eu te abraçar e ter-te só para mim. Para mim seria o fim, O fim da dor de um amor que vive da esperança...
bcelia1989
(12) Um poema de amor!
Um poema de amor!
Um poema de amor aqui escrito Como o fizeram todos os poetas, Mesmo usando palavras incorrectas Pode ser declamado como favorito;
Amor que todos os cantores cantaram, Melodias por compositores compostas, Estátuas nuas em museus expostas, Pintores que em telas fantasiaram;
Causa maior de todas as histórias Em nobres salões e palcos encenadas, Em livros, filmes, e nas memórias...
...Enredos que mais não são que o reflexo De hormonas em entranhas segregadas... Pois, o que seria do amor se não houvesse o sexo!?...
Pseudónimo: sapinho.pt
(13) Meu Amor
MEU AMOR
COMO A CHUVA LÍMPIDA QUE CAI DO CÉU COM FERVOR MOLHANDO A TERRA SECA FERIDA ASSIM ÉS TU MEU AMOR
COMO O AGASALHO QUE NUM GESTO DE NOBREZA ALGUÉM GENEROSAMENTE OFERECE AO POBRE TIRITANDO DE FRIO E TRISTEZA ASSIM ÉS TU O SOL QUE ME AQUECE
COMO O FAROL IMPONENTE E SOLIDÁRIO QUE INDICA O CAMINHO A SEGUIR AO NAVEGANTE PERDIDO E SOLITÁRIO ASSIM ÉS TU, A LUZ QUE ME FAZ SORRIR
COMO O HOMEM QUE AO VAGABUNDO DA ABRIGO UM LUGAR UM REFUGIO NA TEMPESTADE ACALENTANDO COM UM ABRAÇO AMIGO ASSIM ÉS TU, O MEU PRÍNCIPE A MINHA MAJESTADE
COMO A LAREIRA CREPITANTE QUE AQUECE ALGUÉM GELADO PELO RIGOROSO INVERNO ASSIM ÉS TU, AQUELE QUE MERECE QUE O NOSSO AMOR SEJA ETERNO
Maria Oliveira
(14) Sonheto invertido
(15) Amor, Desamor, Afecto Amor, Desamor, Afecto (16) Amor e Dor Amor e Dor
Eu vi na minha mãe assim um sofrer,
Na dor que amanhece e prossegue avante. (De esclerose múltipla até morrer, Mas do amor de Deus nunca foi distante). Foi uma dor que não via escurecer, Na cadeira que a fazia caminhante, Escutava a chegada do bem-querer, Na luta pela vida ir p'ra diante. Deixou-nos um legado extremoso: Entre mar e terra Deus é união; Amor e dor chama-nos à oração. Se um dia, o céu luzir, for mais formoso E as nuvens revelarem a estrela, Assim, sem dor, que bom seria vê-la!
Azoriana
(17) Porquê Meu Amor? PORQUÊ MEU AMOR? (18) Ao meu amor
Ao meu amor. Cada vez...
Cada vez que olho o céu A_Medusa (19) Fantasmas do Amor... Fantasmas do Amor...
A minha VIDA?... É um passado que nunca passou; Um sofrimento que nunca acabou; Um romance que nunca começou. As RECORDAÇÕES?... É uma doença que meu corpo alimenta; São um pesar, uma tormenta... É o que me mata e o que me sustenta. São a minha razão de viver O que me traz alegria e o que me faz sofrer. O TEMPO?... É uma busca sem encontrar; Uma ferida que teima em não cicatrizar; É uma dor que se transforma em alento; É simplesmente tornar mais forte o sofrimento. É o veneno que teima me matar; É o antídoto que me vai salvar. O SOFRIMENTO?... Não há palavras para explicar Os estragos que pode causar. É uma palavra sem significado; É um punhal no peito cravado; É o que traz a alma e o coração sufocado. A VIDA, as RECORDAÇÕES, o TEMPO e o SOFRIMENTO São os fantasmas do amor no tempo. São a minha razão de viver, São também o motivo pelo qual
Eu te não consigo esquecer. De: Sílvia Maurício
(20) Por Ti... Por ti... (21) Fundição do Amor FUNDIÇÃO DO AMOR (22) Tu TU
No meu olhar te vejo, tal e qual relâmpejo, belo, fulgás e furtivo ! É a esse teu olhar sereno, ao qual eu me recomendo, quando a sós estou contigo.
Param os tambores, e os dissabores, como um grande eclipse total ! Só te vejo a ti, nada mais há aqui, e mesmo tu pareces irreal.
Qual aurora boreal, de beleza anormal, impossível de definir! À qual eu não minto, e digo o que sinto, quando começas a sorrir.
(23) Confissão
CONFISSÃO
Com paciência esperei sua chegada.
Fiz-me santa, guardei meus anéis de prata.
Cabelos escovados, olhos em soslaio
medindo os centímetros da tarde de verão.
Quando chegou, eu já estava pura.
Tentei esconder essa embriaguez
que seu cheiro me dá:
a memória grita sonhando
com amêndoas doces de Tiro e Sídon.
Mas não.
Quando senti seus músculos sobre mim
- desataram as máscaras.
Seu silêncio, eu sei, é pudor.
Ele de repente lembra de certas dançarinas do cais
e vê em meus olhares
éguas, cadelas, gatas.
Nunca uma mulher apaixonada.
- Semíramis - (24) Soneto V - O nosso amor Soneto V – O nosso amor
A entrada do teu
prédio
não é um palácio das
estórias sem fim,
são apenas umas
escadas
um muro cinzento e
um jardim.
A tua casa não tem
mil quartos e salas
nem porcelana, nem
prata, nem ouro,
tem apenas uma
colecção de bonecas
e o quarto do meu
tesouro.
E o nosso amor
inconstante
sem reinos nem
diamantes
é de todos o mais
capaz...
Tem o riso, o choro,
o grito
e o sorriso mais
bonito
porque é assim que o
amor se faz!
Kordny
Amo-te, palavra linda Amor, de todas a mais bela Quero-te, é uma expressão Desejo, é como um beijo Agora, me dei a conhecer O amor, loucura e paixão (26) O Tempo
(27) De Pedro para Inês
De Pedro para Inês
Cheguei a ti seguindo o teu perfume De flor de lua, flor da minha vida. O teu espírito acendeu em mim um lume, Que o teu corpo ateia em incêndio prolongado. E nada ficaria além de profunda ferida, Se esse lume alguma vez fosse apagado.
Trouxeste-me a frescura da aurora, O despertar de um tempo adormecido. O teu amor intenso faz-me ser agora, Liberto das amarras da razão, Quem nunca fui mas sempre quis ter sido, Rumando a um mar de sentimento e emoção.
E nesse rumo ao leme vais comigo, O meu Amor por ti dá-me coragem. Teu companheiro, teu amor, teu melhor amigo Prometo ser, com a minha boca na tua. E como um só, partimos nesta viagem. Em direcção a casa. Em direcção à Lua.
Voa comigo meu Amor. Vem! Nunca te sintas insegura. As nossas almas são quem nos sustém Para além do tempo, para além do espaço, Pois é o Amor que cria o texto ou a gravura Quando a paixão explode em cada frase, cada traço.
Vlad (28) A tua luz
A tua luz
Amar…
O amor... Susana Diogo (30) Amor é Mar Amor é Mar
O amor é tão grande como o mar
Tão forte e de um encanto infindável
Até é capaz de matar
O amor é tão belo como o mar
Onde adultos são crianças
Os olhos brilham, o coração acelera,
A existência tem outro sentido diante do amor A perfeição tem outra visão diante do mar A vida tem outros valores diante do amor.
Tal como o mar, o amor se renova em ciclos
no mar são as marés, que sobem e abaixam as águas no amor, são os pequenos sinais, as delicadezas o respeito, a afeição pelo outro, as lembranças que vão edificando um sentimento maior que o mar maior que o próprio amor, acelerando com a idade sendo tão bondoso que abre mão de si mesmo quando deixa de ser uma paixão para se tornar cumplicidade.
Enfrente ao mar, contemplo as ondas no vai e
vem sem fim
e tenho esperanças, que assim como as ondas o amor que se foi, pode dobrar, ou se renovar e assim como estou diante do mar poderei estar diante de um novo amor para um reiniciar, num indo e vindo infindo como o próprio mar, como o próprio amor.
Fernando de Sousa Pereira
(31) Vulcões Vulcões
Uma brisa suave anuncia-nos o Céu
quando em extâse cubro o teu corpo como um
véu.
Que na troca de olhares, no sorriso
cúmplice
tudo o que somos se resume.
Quando nada se diz e o suor escorre
e o teu prazer pede que o exume
os beijos falam...
e o medo morre!
Aí, o vulcão que te liberto mergulha-me;
minha boca sente na tua todo o mel
dos favos ricos, da tua sede, do pincel
com que a tua mão pinta arrepios na minha
pele.
E a tua lava envolve-me, ardente e segura
e deixa do meu pranto a fonte enxuta
E quando ao acaso o teu verbo augura
entrego-me extático sem dar luta!
E é aí, nesse mesmo momento
em que partindo da tua face benzida a
prazer,
do teu espírito já errante, viajante,
voador,
que o meu se funde à tua Paz com um grito
que vem ser
como o de Ipiranga, libertador!
Voamos para além do Céu!
Voamos para além da dor!
Voamos para viver o que o destino nos
investe...
A Paz celeste...
O nosso Amor!
Rui Diniz (13/ago/2004) (32) Imagino Imagino Mythos (33) Sem ti Sem ti
Sem ti
o tempo arrasta-se, - lagarta pesada e viscosa em cujos anéis me enredo.
Sem ti,
cada hora passa com a lentidão de um dia, e a cada uma afloras com a persistência de um relógio. Sem ti, criam-se clareiras de sombra na minha vida, explodem buracos negros em que me afundo e perco. Sem ti morrem sonhos, escurece o olhar, sobram os gestos. Sem ti, não quero. D.L. (34) E se eu não quiser esperar. E se eu não quiser esperar.
E se eu quiser não esperar,
Nem mais cinco minutos, nem
a hora acordada,
Nem atrasos, onde olhássemos na ansiedade
que nos espera,
No manto escuro que agora se sente,
Onde deixássemos a imaginação para outra
conversa,
Onde perdêssemos todo o
tempo,
Para ouvir-te comandar o meu sonho, e eu o
teu,
Rasgar o meu coração de dúvidas, de fugas e
ódios,
Esquecer o protocolo,
Qualquer um que agora se aplique, que agora
se exija,
E nos beijássemos, sem limites,
Tal como nos apetece, tal como nos treme
debaixo da pele,
Esquecendo a vergonha que não temos,
perdida.
E se eu não quiser esperar,
Nem mais um suspiro de tédio, pela relógio
parado, e correr,
Atravessar a cidade em hora de ponta,
enorme, intransponível,
Só para chegar mais cedo, agora mesmo,
Para poder ver-te descer as escadas, tão
devagar quanto possível,
Para poder não perder o mesmo brilho que
trazes nos olhos, irreal,
Que já não vejo, e beijo,
Sem esperar.
(35) Tânia
TÂNIA
Outrora ao preterir-te,
Banir-te do meu coração
Cometi nefasto pecado venial
Arrependido recebi remissão
Hoje meu amor é incondicional.
Amo-te mais do que antigamente
És a menina dos meus olhos,
Minha eterna mulher
Não uma relação desvanecente.
Sua cabeça é avançada
Tenho que acompanhá-la
Para dizer-te
Panegíricos lindos, sutis, inteligentes
E coroar-te definitivamente como minha
amada.
Agora tenho certeza
Que você me ama e ficará ao meu lado
Esmerar-me-ei para o nosso amor nunca
acabar
Descobri que alimentar esse amor
É uma rica e prazerosa proeza.
Meu amor é você
Sendo assim...
Não amar-te-ei como um proxeneta
Nosso amor a cada dia
Está mais perto de Deus
Livrou-me do tédio
Quando vivia como anacoreta.
Tu és indescritivelmente bela nenúfar
Plantada no jardim em Marte
Deixo claro pra todo que me lê
Como é bom amar-te.
AUTOR: ROBERTO MAURO THOMAZ
(36) Amante amor meu! AMANTE AMOR MEU!
ENCON
COMO
PALAVRA, LÉXICO, VOCÁBULO VIVO NA VERDADE
EM UM SONHO
SEM FIM, MAIOR QUE OS ALPES E MONTANHAS
DESEJO MAIS VIDA COMO
SE A VIDA JÁ NÃO FOSSE MAIS REAL
O AMOR ARDEU
NA PONTA DO MEU SENTIMENTO E SEM VER ENTRA E ARDE NO PEITO
VEMOS TUDO COR
DE ROSA APESAR DISSO
SOMOS
CALADOS E EXTROVERTIDOS
MEIOS
BOÇAIS OU INTROVERTIDOS
NÃO SABEMOS
DIFERIR O BEIJO DA MANHÃ COM A DA NOITE
TUDO TÃO
IGUAL COMO ESPUMA MARÍTIMA E QUE RITMA
O CORAÇÃO É
CRIMINOSO, VÍTIMA, AMBÍGUO, AMIGO
FACETAS
MESCLADAS TUDO ACONTECE AO MESMO TEMPO
EDEMILSON REIS (37) Para não deixar de pensar
PARA NÃO DEIXAR DE PENSAR (38) Este amor que não cabe nas
palavras ESTE AMOR QUE NÃO CABE NAS PALAVRAS
Escrevo-te hoje, ontem e sempre, sei que existes, encontro-te na poeira dos meus olhos. Sinto o teu rosto queimando nos meus dedos, onde procuro o sol dos teus desejos. Procuro-te, naquele abraço azul da cor do céu, e, naquele momento em que a minha lágrima faz companhia a dias perdidos. Há segredos que deixam pegadas no meu corpo, e têm o teu sorriso no calor da meia noite. Quando te vi, pensei, que era a tua serenidade que se juntava à minha melodia de mil cores, num desejo de existir, e ter nos olhos da lua a eternidade desta paixão. Perdi-me, num puro desejo de ser amada, e num despertar longínquo de ilusão. Juras-te que sim, numa melodia de palavras soltas e alucinadas deste amor. E no pranto duma rosa, supliquei-te ternura. Lentamente, entornaste a noite sobre o meu corpo, e o teu sorriso desenhou na minha alma, esta paisagem de aromas que vive dentro das minhas palavras de poesia. Em arabescos quero escrever na orla dos teus olhos, palavras dum instante feliz, sem segredos, sem aromas, na madrugada que teima em pintar o arco-íris numa estrela sem luar. Amanhã haverá outro luar...pintado com lágrimas que vão pingando em taças de cristal, onde gaivotas em soluços de paz irão beber gota a gota os sinais já esgotados desta paixão. Sabes onde estou?? A caminho duma montanha de PAZ. Espero-te !!! Tens lá a tua ternura...e a minha lágrima que secou...por TI...
Amália LOPES
(39) Dormindo
Dormindo
Quando o Amor te
vier despertar, (40) Teu corpo, árvore
Teu corpo, árvore
(canção de amor do pinheiro macho)
Não sei de que amora azul silvestre Nem de que fundo acidulado Demora teu corpo lento agreste Rente ao meu corpo aprisionado.
Sei só teus braços ramos norte Troncos e pernas tropeções Sei só do frio que lavra forte Corpos e braços e corações.
Rafael Cayetanno.
(41) Tenho o teu cheiro dentro de mim
Tenho o teu cheiro dentro de mim Tenho-o na minha lembrança… Sossega-me a ALMA Ter-te a meu lado!
Companheiro, Amigo, Confidente,
És para mim o meu porto de abrigo… A quem recorro para desabafar! Enfrentas comigo o mundo Que dizes não ser maior que eu…
Pois, Eu penso diferente! O nosso amor…
Esse sim…
É maior que o mundo.
Sandra Amaro
(42) Sobre o poente...
Sobre o poente...
gosto do pôr-do-céu no pôr-do-sol no mar
e do pôr-do-sol no mar no adentrar da terra
quero o pôr-dos-teus-olhos no pôr-do-céu dos meus e adentrar os meus-mar nos teus-terra
com o pôr-do-sol no mar ao fundo... sobre o Poente...
(43) Saudades do teu Amor!
Saudades do teu Amor!
Já vai longe o tempo em que tocar-te era a
luz do dia,
Vai longe o cheiro que sentia…
Infelizmente não passam de lembranças,
Neste mundo de mudanças!
Saudades de tocar-te, de te abraçar…
Saudades das palavras que trocámos com
furor.
Palavras já gastas de tanto lembrar…
Tão inócuas e incendiadas por tanto amor.
Tudo acabou… tudo se desvaneceu!
Se arrependimento matasse,
Estaria já enterrada,
É como me sinto,
sempre que penso em ti, amargurada!
Prossigo no entanto uma vida, um tanto ao
quanto vulgar
Por guardar no meu coração para sempre o
teu lugar!
Por cem anos que viva…
Estarei sempre à tua espera,
Por arrependimento, sofro esta quimera!
Constança
(44) Ainda mais
AINDA MAIS
Busquei, querido amor, lá nesses
céus,
A luz que me dá vida, que me
guia,
Busquei a sua origem, dia a dia,
Até que a encontrei nos olhos
teus.
Ergui, bem alto, a voz, orei a Deus
E pedi-lhe, repleto de alegria,
Que as emoções que, junta a ti,
sentia,
Fossem, para sempre, os sonhos
meus.
E se o amor me diz que a busca é finda,
Meu coração desperta em mil
natais
Cada um brilhando em cor tão
linda,
Que os nossos segredos serão iguais:
- Tu dizes que me queres mais
ainda!
- Eu juro que te quero ainda
mais!
Autor - TIAGO
(45) Amor AMOR Quando te conheciGostei logo de ti Mas nunca pensei sentir O que sinto hoje por ti
Entraste de mansinhoEntraste sem bater E eu nos teus braços Acabei por me perder
Contigo a minha vida Tem outro sentido Surgiste sem avisar P’ra mim és muito querido
És tudo para mim Sem ti não sei viver Vem comigo caminhar Juntos vamos vencer
Quando penso em ti Meus olhos parecem rir Faço tudo p’ra estar contigo Não te quero ver partir
Autora: Carla Jesus Janeiro de 2007
(46) Gênese
Gênese
Amar a alma
Inevitável em sua pureza cromática
No alvo beijo a beber o abraço Das bocas a se encontrarem sedentas Pelo desnudar das almas E do fio único a velar O cálido corpo desejante.
O enlevo tornado infindo, quando à alma goza o abraço e à volúpia transpõe o êxtase e os corpos quedam-se repletos a gozarem sua plena imperfeição, é inefável às bocas fatigadas e às mãos a repousarem arquejantes sobre os sexos saudosos e silentes.
O êxtase do instante se expande Às almas a entreabrirem-se em flor Transbordando eternidades A deflorarem a noite insondável.
O corpo morre no seio da noite Para que nasça a alma...
E os amantes Despem-se, Pela primeira vez.
Gustavo Figueiredo
(47) Um Rio com vida... Um Rio com vida… Nas águas límpidas de um rio Corre a força de um olhar, Não tem rosto, não tem olhar Tem o sorriso puro de uma gota E a certeza de te procurar. Por pedras, correntes e ramos Percorre distâncias infinitas Sem nunca te encontrar, Toca ténues imagens dos teus lábios Na esperança de te abraçar. De margem em margem perdida Deixa-se no teu corpo aninhar Numa entrega sem depois, Num momento intemporal, Para só depois sonhar. Ao longe alcança terra Na felicidade do teu amor, Mergulha na profundidade, sem nunca hesitar Entrega-se de alma na essência de amar Apenas com vontade de te acarinhar.
Berta Maria Machado da Silva
(48) Néctar
Beija-me
Beija-me Como se fosse a primeira vez... Beija-me apaixonadamente Como se fosse a última vez. Mas beija-me, Nem que seja em pensamento, Quero que me beijes Em todo o momento. Beija-me Com esses lábios ardentes Esquece o passado E vive o agora... Beija-me... Preciso perder-me em teus braços. Beija-me, beija-me, beija-me E esquece as lágrimas que deito Que os teus beijos me acalmem... Beija-me somente E ao saber que existes Posso ser feliz novamente.
SUSANA CUNHA
(50) Traços TRAÇOS
Desejaria céus cinzentos onde a esperança se concentra, onde as árvores tremendo, estendem os seus braços de fada, sonhos caprichosos levados nas ervas beijadas pelo vento. Desejaria sentir, entre as minhas coxas, o sopro imenso dos milhões de homens da terra. Desejaria ... olha, olha o que quero ... Desejaria beijar-te com o tempo. - preferível aliviar o meu tormento ... -
Fernando Lopes
(51) Metamorfoses de Ti
Metamorfoses de Ti
No sal, nos óleos e no alecrim
emerges no cheiro deste banho,
molhando-me a alma aos pingos,
chapinhando em mim secretamente,
numa água oculta, azul-placenta.
És corpo em metamorfose,
mudando-me o som dos dias iguais.
Tornaste corpóreo no vinho, na pimenta
e nas papoilas de sangue que nos acenam,
escondendo searas inseminadas de beijos.
Sozinha dou-te a mão e não te toco,
só te olho sorrindo... Pois sei
que amanhã estarás noutro corpo,
transformado em novo brilho, ou canto,
nesta mudança contínua em que nos amamos.
Levanto o copo,
brindo à vida e bebo-te!
Hoje és champanhe rosa em cristal,
metamorfose de estrela aquosa,
cujo nome me ensinaste, no mapa da noite.
Sozinha,
Levanto o copo, e não sendo acidente,
derramo-te em mim, eternamente.
Aziul D`Aire
(52) Doce e Amargo
Doce e Amargo
Sinto teu gosto
teu corpo, teu rosto
não sinto saudades
minha alma tem liberdade
Toco tua pele delicada
sinto teu corpo na madrugada
mordo tua língua quente
acordo de repente
Os dias escorrem como água na cachoeira
mas o amor não passa, é para a vida inteira
vivo plenamente na minha ilusão
nossos corpos em completa fusão
Sinto o inexistente
permaneço dormente
toco o intocável
um amor irrevogável
Acordo
na boca
o doce e o amargo
O amor é doce
O amor é amargo
Nome: Sara Pereira Borcezi
(53) Derramares essas lágrimas puras
Derramares essas
lágrimas puras (54) Amar-te-ei...
Amar-te-ei...
Corre-me nas veias, Confesso! Esta forma subtil Este desejo Esta vontade. Contesto! Essa necessidade Que a minha nudez, anseia Na sombra do teu rosto. Arremesso! Os gemidos de prazer Que calo em mim, Através do teu beijo. O beijo que adultera Que me engana... Menosprezo! Qualquer tormento Vem! Procura, Esta impúdica Que te chama...
Conceição Bernardino
(55) Voltar a cair em ti?
Voltar a
cair em ti?
(56) Não sei como apareces de repente
Não sei como apareces de repente atrás de qualquer coisa tão comum. Fantasma, vens do nada, do nenhum, assombras-me dum modo diferente.
Não sei qual a magia que tu usas que põe a minha vida assim presa. Não sei como me apanhas de surpresa e tornas-te a maior das minhas musas.
Não sei como te fazes nevoeiro opaco, envolvente, sorrateiro, que tento abraçar mas não agarro.
Nem sei porque feitiço ou que arte consigo facilmente imaginar-te no fumo que se solta do cigarro.
ASS. Domingos do Carmo
(57) Essência
Essência
(58) Amor ... dá me as tuas costas para eu
poder descansar ...
(59) Amor Harmonioso Amor Harmonioso Pedi ao vento, ao Sol, e as nuvens, três elementos da natureza que me ajudassem a levar até ti um pouco de mim e do meu amor. O vento disse-me que levaria a brisa suave aromatizada com o perfume do meu corpo para que quando ele passa-se sentisses o meu cheiro, e inebriada de desejo te lembrasses de mim. O sol, por sua vez, afirmou que levaria até ti um pouco do meu calor, para que ao sentires os seus raios a tocarem no teu corpo, te lembrasses das minhas carícias. Por sua vez, as nuvens declaram que passariam junto de ti, e lá do alto dos céus fariam cair uma leve e passageira chuva onde em cada gota poderias saborear os mais variados sabores que o meu corpo te dá. Enquanto agradecia, feliz, aos três elementos da natureza que me propuseram ajudar em tão árdua tarefa, apareceu um rouxinol que disse que se juntaria ao vento, ao sol, e as nuvens, e que através do seu belo canto iria te transmitir o quanto eu amo-te. Bruno Amarante (60) O teu olhar
O TEU OLHAR
Nos teus olhos lindos e profundos Consigo ver todos os mundos. A paz, a luz, a amizade e a cor, Consigo visualizar todo o amor Que possuis no teu quente coração. Consigo imaginar a dádiva da tua mão Espalhando para todos a felicidade Da tua bela e generosa amizade. Vejo que não existem pesares No mar que vais velejando Dia a dia com bons ares E sempre procurando A chegada a um qualquer cais Com paz, amor e amizade Onde nunca será demais Distribuíres a felicidade. Nesse olhar lindo e profundo Com inabalável esperança De criar um novo mundo Pleno de real temperança Assim vais tu pelo mundo Pela terra, pelo ar, pelo mar Ensinando amor profundo
Com esse teu lindo olhar. Maria Real
(61) Amador Amador (62) Poema (de amor) abstracto Poema (de amor) abstracto Paulo Carreira
(63) Amor Amor
Eu sei, meu Amor Que nunca passeámos De mãos dadas Pela margem da vida.
Que nossos braços Nunca se deram No abraço Que a alma pedia.
Que nossos corpos Ignoravam A chama que neles ardia.
Mas nossos olhos, Amor A um e a outro traíam Inventavam jardins de beijos E em cada flor Saciávamos os desejos.
Lídia Borges
(64) Os sonhos que não vivi
Os sonhos que não vivi
Na minha vida cinzenta e sem brilho, Eu te encontrei E por ti me apaixonei. Sem saberes, Coloriste o meu caminho Com o teu sorriso e o teu carinho. Sem quereres, O amor, em mim, voltaste a despertar E contigo, passei a sonhar.
Sonhei que vinhas ao meu encontro E ternamente me segredavas… “Que também, me amavas”
Mesmo sabendo que tudo foi ilusão, Longe de ti e sem te ver, É difícil te esquecer!
Sinto saudades dos momentos Que contigo vivi, Dos beijos, que não esqueci. Sinto saudades dos sonhos, Em que, por magia, aparecias E com amor e ternura, me envolvias. Simplesmente..., Sinto saudades de ti E dos sonhos que não vivi!...
Dina Rodrigues
(65) "Amo-te"
"Amo-te" (66) Confidência Confidência
Vou fazer-te uma confidência: aprendi o ofício dos sonhos em versos que se colam ao corpo, no fascínio ardente de olhos teimosos de sonetos. Há um espaço meu dentro de cada poema, um espaço verde e cheio de areia, um lugar de mudez, agasalhado de certezas. Aprendi a voar em linhas, indecisa no azul das canetas. Irada e louca aprendi a decifrar enganos, nomes invernosos e pesados, desfigurei névoas futuristas, dedilhei a medo o estalar das pedras e das águas. Parei no frio de uma manhã qualquer e descobri as coordenadas dos meus sonhos: perto, perto como as tuas mãos nas minhas. Vou fazer-te uma confidência: a tua presença é o tempo que volta, é sinfonia que se cola ao corpo, no fascínio ardente de olhos teimosos de sonetos. Há um espaço meu dentro de ti, um espaço verde e cheio de areia, um lugar de mudez, agasalhado de certezas. Nas coordenadas dos meus sonhos, encontrei as tuas.
Márcia Gonçalves
(67) Reconheço-te
Reconheço-te...
Reconheço-te... ... em demais chamas de rua, flocos de chuva que gemem. Num rosto amado, num chão vidrado, prestes a saltar!
Reconheço-te... ...entre umas mãos amanhecidas de um orvalho quente. Num canto abandonado, num sorriso farto de crianças a sonhar!...
Reconheço-te... ...num branco de papel, em letras de água que queimam. Num toque desmedido, num olhar despido cansado de gritar!
Reconheço-te... ... num lugar insólito com uma saudade vencida de desejo. Num passado caótico, num véu de cores a sincronizar!
Reconheço-te... Oh, como eu te reconheço nesta estrada sentida! E neste sonho onde me abandono em caminhada, és a desordem da minha alma, a raiz do meu espírito... ... a única voz que me guia nesta viagem sagrada!
Cidália Morgado
Silêncio
Fala-me sem falar Perpetua esse perpetuar Nessa língua omnipresente Mais antiga que este linguarejar Aquela que fez do animal gente A única que perdurará Muito para além da dor A que nos une e em todos nós há Fala-me sem falar, do amor
Rodrigo Coutinho
(69) Amar AMAR Cláudia Camacho (70) Sem título foi assim que ela nasceu... (71) Chegaste num dia de chuva. Chegaste num dia de chuva. Quando
vieste, Luís Manuel Felício Lourenço (72) Coisas do coração
Coisas do coração Hisalena (73) Ébrio da Água Ébrio de Água
(74) Arco-Íris
Arco-Íris
Fechei os olhos, cerrei-os para o sonho de ti E corri para os teus braços envolventes, Tão cheios de amor e mil mundos sem fim, Protegida sob os teus olhos brandos e diligentes, Brincando e sorrindo como nunca sorri. E corri e de tão solta já voava Ouvindo sons tão belos que a tua alma me cantava E tão tua há tanto tempo te amava.
Meu anjo, que com asas de profeta do éter desceste Abandonando o teu lar tão lindo e celeste Tendo como único intento a realização deste amor. Oh minha Ilusão que de mim tiraste a dor Diz-me que me levarás para sempre contigo E que me deixas fazer teu coração meu abrigo Ou então solta-te dessas asas mágicas De pássaro, de anjo, de um lindo nada, Que eu já me libertei das minhas trágicas, Laranjas e tão enormes asas de pequena fada. E já não as quero laranjas nem de outra cor Porque já não me embelezam nem me fazem voar, Agora as minhas asas são o teu amor Que me levam onde nunca pude imaginar E só em ti encontro o doce sabor De um arco-íris de todas as cores que já sei de cor.
Verónica Simão
(75) Ser tua
Uma
coisa vou-te contar
Contigo
partilhar Sofia Coelho (76) Reparei Reparei,
suas mãos, robustas, passavam meu corpo num árduo, desejo. Seus lábios quentes e envolventes, seu corpo, corpo meu, profundo amor. Seu sorriso latente, permanente, talvez por ser maduro ou vivera simplesmente. Seus passos ligeiros, encantavam olhares perversos, e meus encantados por perversidade alheia. Chamas de encanto e tanto brilho, saudades d'abraços e sussurros ao ouvido.
E esperança que um dia volte.
Janete Sequeira, 15
(77) Ofício de Amar - poema no feminino Ofício de Amar - poema no
feminino (78) Verbo Amar Verbo Amar
Aproveito a noite inteira Para me inspirar E de outra maneira Mostrar-te o verbo Amar.
Pois não existe nada melhor Que o som do escuro Para pensar no amor, Que sinto e quero para o futuro.
Esteja acordado ou a dormir És tu quem eu vejo, Beijar-te, tocar-te e até te ouvir Esse é o meu desejo.
Bruno Assis Paixão
(79) O amor é... O AMOR É...
O Amor, é como uma onda, É uma onda de prazer Que invade o nosso espírito sem que nós Possamos algo fazer para nos defender. O Amor, é como lava de vulcão Que escalda e derrete o nosso coração. É felicidade, é prisão, É como um cão raivoso que ataca sem perdão.
O Amor, é um elástico Que se estica tanto que acaba por quebrar. É faca, é bisturi, é um fantástico Instrumento de corte que acaba muitas vezes Por matar. O Amor é sádico, Faz todo e qualquer comum mortal sofrer, Mas apesar de ser sádico todos querem senti-lo, E ver correr da torneira do coração Um enorme fio de prazer. José Ferreira
(80) Meu coração parou Meu coração parou (81) Prisioneiro Prisioneiro
É um galope esse fogo Que arde no peito O descontrole de Multidões de desejos Assim, fisgado como Peixe no anzol Em vão me debato Buscando o meu Sol De filho do aço O meu coração se gabava Vencido se envergonha Se encolhe, se cala Diante de meu algoz Arrebatadora paixão Não existe súplica Piedade, perdão Quero só minha A fêmea desejada Em longos dias Infindas madrugadas De busca insana Por desertos sem fim Já não sei quem sou O que será de mim Se cego ando em trevas A Luz não é o meu tesouro Mulher, é você Fogo em minha carne Meu bem mais precioso.
Autor: Rutinaldo Miranda Batista Júnior
(82) Dor inassimilável
A dor do amor é uma dor que mata lentamente, devagarzinho. Como um cigarro na boca de um bêbedo, mastigadinho... Como um papel mil vezes amassado, de mansinho...
A dor do amor é um ai sem boca pra dizer... É um ai mais forte, mais forte que os ais havidos...
A dor do amor é isso, é mais que isso... É como um eterno tempo pra morrer e novamente ser concebido.
Isac Casí
(83) O outro dia no paraíso
O outro dia no paraíso
O outro dia na praia, no paraíso Foi o reviver de sentimentos Nunca sentidos neste abismo De meras emoções esquecidas.
O dizer de toda a verdade Que sem querer quis que soubesses Pois apenas quero que acredites No que realmente a sentir estou…
Acredita! Musa inspiradora Pois sentimentos eu escrevo E não palavras que descrevem Este meu enorme instinto Que fica para lá de tudo o que sinto.
Criei… 4638 mas desesperei E sem te tocar quis sentir-te, Mas uma fobia por ti recriei E senti… não conseguindo resistir-te.
Cansei de lutar, respirar, ate de viver! Mas deixei o vento da noite levar A dor que insiste em persistir. No meu pequeno mundo ela é o mar.
Desistindo de ti te deixo aqui… Para que perder seja uma vitória Nesta batalha que me consome sangue E me deixa preso a ti… Titinha!
Vicente
(84) Amor Amor (85) Olhos nos olhos Olhos nos olhos Meus olhos nos teus, Pedro Arunca (86) Realidade Irreal Realidade Irreal
Numa noite de Lua Cheia Foste, linda, aparecer. Eras um Anjo, uma Sereia… Imaginário do meu Ser?
Tocaste, não era Ilusão, Com um olhar meigo e terno, Tornaste meu Coração Mais ardente que o Inferno.
Fiquei então enfeitiçado Por esse Amor Irreal Com um toque de encantado E pouco de natural.
Aproximaste e deste um beijo Que percorreu o meu Ser. A Alma ficou com desejo… O Corpo ficou a arder!
Esse beijo de divindade Fez-me então acreditar Que para toda Eternidade Saberia o que era Amar.
Pouco depois amanheceu O Real era Ilusão. Pois tudo o que aconteceu Foi Sonho do Coração…
Poema de: Vasco Paixão
(87) Não gosto do sol Não gosto do sol Não gosto do sol, sophia santos (88) Perder Perder Bruno Miguel (89) Ao ritmo soluçante do comboio Ao ritmo soluçante do comboio
Vejo-te passar por mim, Cada vez mais rápido, Até seres só, raios de luz. Caminhamos em sentidos contrários, Direcções distintas, Rumo ao norte Rumo ao sul. Já não te vejo… Sinto apenas A brisa quente, O ar movido À tua passagem. No início foste vendaval, Remoinho… Pensei que janelas calafetar Para não te permitir entrar. Passada a loucura Fica o carinho, Talvez, ternura? Hoje, és raio de luz, Brisa calma Ao descer da noite. Cai o pano, Acaba a cena. Mais um poeta Da minha vida
Que se ausenta. Miriam
(90) Amar dói
Amar
dói (91) Amo logo existo Amo logo existo
nada...mais que nada nada mais que isto: um conto de uma fada ou de um nada, frágil semente e germinação. nossa mão e passos estrada a fora fazem agora história de outrora, outra hora que nada, nada mais que isso, assim nasceu.
algo...mais que algo algo a mais que isto: o nosso diálogo, que mesmo logo a seguir cresce a acção deste sorriso e pudor que logo então faz começar tão somente a felicitar feliz citar-te que logo mais que algo nada mais que isto amo, logo existo.
Benjamim Granate
(92) Poema sem título
Poema sem título
Esse olhar de menina Nesse corpo de mulher Toda a ora me desatina, Esteja eu onde estiver!
Essa pele tão macia, Esses olhos a brilhar... O teu cabelo à solta Por onde me perco a navegar!
Esse olhar irreverente Impossível de domar... Que me deixa tão contente Por me deixar te amar!
Dois corpos, um coração Com muito amor a bater. Quando está longe dá sensação, Que está triste, está a sofrer...
Ficaremos juntos então, Sem ti não posso viver. Pois um corpo sem coração, Não tem vida, só pode morrer!
Joana Nogueira
(93) Rosa
Rosa
Sou tão clara Que uma gota de sangue Rosa me faz. E assim como a rosa, encanto. Apesar dos aparentes espinhos.
Ao mundo deixo não mais que amor. Foi assim para ela À ela devotei as palavras mais doces E um sussurro lívido nos dias tristes
À ela dediquei meu melhor poema Rosas amarelas e uma canção E o que fazer agora Se dessa mesma boca ouço palavras tão rudes?
Tratou-me de forma tão descuidada Como um jardineiro distraído Que esmaga entre os dedos Seu melhor botão.
Apesar de tudo, novamente passo Rasgada por dores como fino tecido Mágoas, pudera, não me endurecem Sigo com meu amar assim tão instintivo.
Rumos nessa estrada Suja de humanos Mas meus trajes Ainda estão limpos Júlia Almeida
(94) De livro aberto
De livro aberto Com folhas desperto Me movo sem cansaço Com papel no regaço Me relaxo e ultrapasso Enquanto marco o passo
Através de folhas me confesso Dolorosas letras com frente e verso Pensamentos dispersos Não creio no mundo sem letras Sem capas e frases tormentas Só creio em dias letrados que o são Vozes roucas de coração Pensamentos famintos Que embutem o ego Pergaminhos únicos nos quais escorrego...
Porque estão lá Porque eu fui Porque me movi num mar que se dilui De pensamentos sem voz De momentos que de um mar são a foz Por casas construídas com vidas moldadas Passos bem evidentes nas folhas que são calçada Me mostro como desgosto Disfarço porque não posso medos e desejos Despojos atirados de penedos Onde ondas másculas num mar refinado Viram páginas para o outro lado.
Luís Bacalhau
(95) Essa palavra sagrada! ESSA PALAVRA SAGRADA!
Amor, palavra sagrada Dita por quem tanto AMA Mas que coisa abençoada Muito mais, se for...na cama.
Amor pode ser paixão Mas é também amizade Que se tem no coração P`los que amamos de verdade.
O Amor de pai é segredo O de Mãe, esconde outro encanto O meu esconde outro medo Pois já partiu...entretanto.
O Amor maior do mundo Seria a guerra acabar E ver em cada segundo Só a Paz...sempre a reinar.
Nasce cá dentro do peito Essa palavra tão forte Um Amor Grande e Perfeito Durará ...até à morte!
Autor: Renato Manuel Valadeiro
(96) Uma tela com sabor a saudade Uma tela com sabor a saudade
A
aurora surgiu
Ao
cair da noite
E, eu
vou-te pintando dia, após dia.
Rita Sousa
(97) Amor Amor (98) Amor Amor!!?? (99) Primeiro Poema do Bambú Melodioso
Primeiro
Poema do Bambú Melodioso carlospaulopereira (100) Se do claustro fechado das minhas mãos vazias Se do claustro fechado das minhas mão vazias... Se do claustro fechado das minhas mão vazias brotassem árvores refloridas de espanto; Se, dos rios de pedras sem margens, nautas caravelas encetassem rotas de viagens e a saliva escorresse lívida, leitosa, amamentando a Noite que chora... na boca da tua Rosa... E dos teus lábios gelados se soltassem Begónias singelas, em forma de palavras ...
Se as Andorinhas voltassem ao pousio do barro dos ninhos na hora ruborescida do final de todas as tardes. E se as traças não devorassem os bordados dos lençóis nupciais e os brocados de castas toalhas, nos enxovais dos sentidos virgens por casar ...
E no olival as árvores erguidas não fossem mais que somente vultos sinistros, retorcidos, confusos, desenhados em registos de sombras a carvão, no pálido fundo de cal - nos muros intransponíveis do teu escuro quintal. Os seus frutos ovalados - grossos bagos - , se projectassem em turbinas de luz, alúmen da candeia, efervescente luminescência, nas pupilas rasgadas do teu olhar fundo de Mar ...
Te digo, meu Amor ... dispensaria neste Mundo o brilho de todas as Constelações de Estrelas. Tu serias o meu Sol eternamente a brilhar! Mel de Carvalho (101) Tons de azul... Tons de azul… Amar-te em tons de azul Bruno dos Santos (102) Somos dois inseparáveis Somos dois inseparáveis
Numa paixão desmedida Começámos mão na mão E seguimos pela vida Coração com coração.
Nunca pode ser esquecido O tempo que já passou Desde o dia em que o Cupido Uma seta nos atirou.
Recordo tempos passados, Com saudades de voltar Àqueles beijos roubados Que tu não me querias dar.
Fui ladrão, não vou negar, No caminho dos teus passos E foste tu a vir parar À cadeia dos meus braços.
Carinhoso, eu procurei Ser um óptimo carcereiro, De tal forma que nem sei Qual de nós é o prisioneiro.
Entre abraços e beijinhos Sempre fomos tão amáveis Como ternos passarinhos, Um casal de inseparáveis.
Rama Lyon
(103) Bela doce adormecida Bela doce adormecida Oh!, palavra bela para te sonhar
Oh!, palavra doce para te beijar
Oh!, palavra adormecida para te acordar
Oh!, bela doce adormecida
Não tenho palavras,
Para sonhar de te beijar e acordar
E, nesse meu conto de fadas
Imaginar,
O quanto seria
Para sempre te amar...
António Blézio (104) O que é o Amor?... Poema: O que é o AMOR?...
O que é o AMOR?... Não há poema nem arte, Não há mar ou estandarte, Nem mesmo a força do vento Que descreva o sentimento Que o AMOR prolifera!!! É o ar da primavera?... É magia pura Enquanto dura?... É o estado de graça Que nos toma e abraça?... É o fogo que flameja Sempre que se deseja?... É cair na emboscada dum sorriso, E… viver, em pecado, no paraíso? É levantar voo nas asas do cúpido, E… cantar vitória após estar rendido?
O AMOR … É o império de todos os nossos sentidos Que encerra mistérios desconhecidos…. O mundo gira em seu redor Atraído pelo seu esplendor!!! Até Freud e Platão Buscaram uma razão, Mas… o AMOR nem sequer tem peso ou medida!!! É a força que comanda a própria vida!… Em suma, o AMOR É algo, ainda, maior!!!...
Maria Mar.
(105) Tempo Tempo, Tempo que não pára no tempo, Eu, Eu que não paro no tempo, Tempo e eu, Tempo e eu que não paramos no tempo, Eu e o tempo, Eu e o tempo que não paramos no tempo.
Tempo, Tempo é assim, Não para, Só por meros segundos o tempo parece parar, Segundos, Segundos esses quando estou contigo, Contigo, Contigo o tempo pára.
Assim, Assim devíamos estar sempre, Juntos, Juntos já que assim o tempo pára, Para nós, Pára nós o tempo pára.
Será, Será que assim viveríamos eternamente, Talvez, Talvez juntos o tempo pare no tempo.
Autor: Luís Barros
(106) Cada uma das palavras que nunca me disseste... Quero cada uma das palavras que nunca me disseste… Quero os sorrisos fugazes que delineaste, sem os entregares… Quero o mel da tua boca. O néctar dos teus lábios. Quero um beijo prateado, cheio de estrelas e sonhos… Quero adormecer na loucura dos teus olhos. Quero navegar no teu corpo, e perder-me, eternamente, nesse teu infinito oceano de calor… Quero escutar a tua voz na escuridão do silêncio. Quero abrir as portas do teu coração, e explorar todos os tesouros que possuis… Quero descobrir os códigos secretos da tua alma. Quero beber do teu sangue. Partilhar o mesmo cálice. A mesma cama. A mesma vida. O mesmo desejo ensurdecedor… Quero gritar-te ao ouvido a palavra “amo-te”, e tatuar no teu corpo a textura da minha alma… Quero viver num sonho aberto e colorido. Coroar-te princesa. E rainha. E oferecer-te todas as pedras preciosas do mundo. Quero conduzir-te até ao esplendor dos sentimentos, E respirar da tua boca o brilho dos teus beijos…
João Costa
(107) Os olhos do meu Amor Os olhos do meu Amor (108) Momento Momento
Será a vida a raiz de todos os problemas Sobre os quais não tenho controlo? Ou a morte que amedronta os meus esquemas E me faz ser apenas mais um tolo?
Tentando não pensar no que sonho, desejo tão anti-natural Mas continuando no entanto a querer sentir O que só a imaginação torna real…
Fazendo-me esperar pelo que não há-de vir…
A mente, esse complexo auto-sustentável Que nem a fantasia afecta Puro nexo, sentido algo saudável Do que a vida acarreta
Que atrapalha os sentimentos, não nos deixa ser quem somos A falha dos pensamentos, que só nos lembra o que fomos
A diferença que um momento faz, quando na incerteza nos perdemos... A tristeza que isso nos traz e o que nela sofremos!
Quando ninguém compreende a nossa linguagem E de nós só fica a imagem…
Frustração na cara latente, De pessoa que a si mesma mente, Tentando adaptar-se à realidade envolvente... Tão triste! Pessoa que pensa mas não sente!
Marcos Almeida
(109) Paixão Proibida!
Paixão Proibida!
Estou a sofrer imenso por uma paixão proibida…
Ao vê-la meu coração
Arde de emoção
Meus olhos, meus olhos brilham
Quando, com os seus se cruzam
E, eu fico sem jeito
Sinto um enorme aperto no peito…
Eu sei que não devia!
Nem podia!
Mas, eu não consigo, não consigo não!
Deixar de sentir essa paixão
Eu sei, que não era para acontecer
Mas, foi mais forte que o meu querer
Eu sei, que não devia assim pensar
Mas, queria tanto a poder beijar
Queria tanto o calor do seu corpo sentir
E do meu lado vê-la a sorrir
Queria tanto conseguir lhe dizer
O que por ela estou a sentir e a sofrer…
É intenso o que sinto e o quanto a desejo
Sempre que a vejo
Eu sei, e a cada dia que passa, aumenta essa paixão
Que arde intensamente dentro meu coração
E me deixa a sofrer
Mas, não lhe posso dizer?
Não sei! Tenho tanto medo de a perder!...
Porquê?... Porque não a posso ter?
Francisco José
(110) Sinto...
Título: "Sinto..." (111) Amor
AMOR
Quem de nós não já amou? Que atire a primeira pedra aquele que nunca suspirou por alguém. Amor bandido, louco, indecente.... Amor casto, recatado ou inocente.
Que diferença isso faz? Ser feliz é o que importa. Amor não se apreende, apenas se sente. Aquece a alma, preenche o coração da gente.
O que seria, então, o amor? É o que todos, aqui, pretendem expor. Pra mim, é a unidade na diferença. O se fazer presente na ausência.
Pra você, pode ser renúncia, abstração. Desejo, companheirismo ou até mesmo castração. Teria mesmo o amor uma definição? Creio que jamais chegaremos a uma resolução!
Amor é isso.... Algo transcendental, mágico, original. E eterno ou não... Será sempre vivido de forma individual!
(112) Lá na esquina da casa Lá na esquina da casa
Lá na esquina da
casa onde nunca me deixaste entrar Lá na esquina da
casa onde nunca me deixaste entrar Lá na esquina da
casa onde nunca me deixaste entrar Lá na esquina da
casa onde nunca me deixaste entrar
Pedro Miguel Santos (113) Ode Única
Ode Única
Sabe lá alguém aquilo que eu só sei Angústia por dentro, estado de devaneio Ser um pranto da ledice que fora Luz que de repente virou sombra Dia que se transformou em noite
Amigo da alma e do corpo amante Fui cúmplice, sócio, parceiro teu Fado que deixaste neste destino Sozinho e ermo e carecido Solto neste ai que me prende
Raul Guedes
(114) União
União Percorro o teu rosto com os meus dedos. Descubro todos os traços no escuro. A tua forma já não tem segredos E o sentimento é cada vez mais puro.
Preparo a cada dia o meu futuro Afastando de mim todos os medos. É contigo que nele estou seguro Mesmo sem saber todos os enredos.
O teu corpo paira em minha memória E o teu futuro será minha história De alegrias, prazeres e paixões.
Não me int’ressa longe de ti a glória Mas bem perto p’ra sempre as emoções. Basta p’ra isso unirmos corações.
Partiste, sem satisfação
Quando em meu leito
me deito
me deleito
e penso em ti
Não sei se é meu o defeito,
isto que sinto em mim.
É uma dor no peito,
que escurece a minh' alma,
já não sei se tem jeito,...
este princípio sem ter tido fim!
Que mal o meu ser terá feito?!
Para partires assim?!
Tento arrancar-te do meu coração,
mas, por mais que busque a calma...
Foste embora, e, ... nem uma satisfação!
Anabela Quental
(116) "Triefe"
"Triefe"
(117) Solidão
Solidão
Eu
detesto-te, Às vezes
Nunca
mencionaria Ou diria
"Amo-te",
Sempre
Me
abominaria Falar de ti
Pensar
em ti Beijar-t
Seria
Ignóbil
Seria
maravilhoso Enlouquecedoramente
Viver
sem ti: Extasiante!
Dá-me
alegria Não te ver
Só, só
de te sentir Dolorosamente
Sinto em
mim Ardor e Rancor
Tomam-me
completamente Tomam conta de mim
Cólicas
e náuseas Fortes sentimentos
Que me
contundem Que se confundem
Provando, tornando evidente Claramente elevando
De
um modo manifesto o meu amor por ti!!!
"o meu
grande amor por ti!" (...)
Alexandre Quinteiro
(118) Pra que nome? Amo como todos os que se aventuram
Sofro como todos que amam
Pois o vasto campo de tal sentimento
É cercado por todos os lados
É inerte por todos os dados
Por todos os donos, usados
É como a terra que enterra e vive
Amo sofrer pelo plágio
Dar a mim o sentimento alheio
Roubar e doer com o outro
Na platonicidade crua
Despir os clichês que nos cobrem
Linchar a pele sedenta, nua
Me arrisco na mesmice
E encontro – com espanto – minha glória
Amo arder na geleira das paixões
Derretem no dia seguinte
Fundem e fodem na mesma tigela
Assim fecho os olhos e sinto-me fera
Entre a selva vermelha de fios
Entro e me vejo em alívio
Ávido vício, ácido vínculo
Dentro me perco, me ganho, te amo.
(119) Moras num livro
Moras num livro (120) Hoje olho-te Hoje olho-te Hoje
olho-te com a indiferença de um passado distante,
Helena
(121) Sou... Ser...
Sou... Ser... (122) Margens de mim
Margens de mim
(123) Magia transparente
Magia transparente
Quando pela manhã se abrem as janelas E entra a brisa da felicidade, isto é magia. Quando se cheira uma rosa encantada E se sente o perfume de um beijo ardente, isto é magia. Quando os raios escaldantes do sol Se transformam em fonte eterna, isto é magia. Quando se mergulha nas gotas da chuva E navegamos pela imensidão, isto é magia. Quando se toca na cores quentes do por do sol E descobrimos cânticos dourados, isto é magia. Quando se vê no reflexo do brilho do luar Os contornos íntimos da sua beleza, Se sente o perfume ardente do teu beijo, O calor penetrante da tua ternura, A imensidão absorvente do teu carinho, Isto é AMOR.
Jorge Viegas
(124) Querer Bem
Querer Bem
Sentimento de Amor
Nome: Free
(128) Graças a ti...
Graças a ti… …Agora posso dizer que SIM! Que sorrio de maneira diferente Que a vida brilha mais para mim E me ilumina com a sua alegria permanente… Posso dizer que fui abraçada pelo mais belo infinito céu E levada para junto das mais cintilantes estrelas… Agora que te tenho… Para me protegeres… Para comigo os bons e o maus momentos viveres Para com um sorriso mais tarde os recordar Caminhos cruzados, Carinhos partilhados, sentimentos adorados… As palavras que me dizes, o teu toque, o teu olhar… Faz-me agora acreditar Que sou uma pessoa mais feliz. Que tenho um tesouro tão precioso, que tanto quero guardar… Adorar…respeitar…amar… Ficar mesmo eternidades a contemplar a sua beleza E até mesmo a riqueza que trouxe para a minha vida. Quando o abro não vejo ouro ou diamantes, Tão pouco belas jóias ou notas grandes, Vejo e sinto paz, brilho… Sentimentos tão fortes e intensos Tenho orgulho em mostrá-lo…aos sete mares ou quatro ventos, Vou guardá-lo para sempre, dento de mim eternamente… A ti meu tesouro eu te peço… Que continues comigo de mão dada por este caminho mágico… Onde o destino fez questão de nos cruzar… Não em vão creio eu… Por isso juntos vamos continuar!!!
Cátia Afonso
(129) Aparece
Aparece
(130) Amor de Noite e Dia
Amor de Noite e Dia
Meu amor, eu sou a noite, Meu amor, tu és o dia. Que o meu coração se afoite, A controlar-te a rebeldia.
Se todas as noites pernoito, Contigo no pensamento, Merecia em algum momento, O beijo, que no peito acoito.
Dá-me uma réstia de esperança, Dá-me Sol na noite escura, Furta -me desta tortura, Faz-me sentir uma criança. Lá em extremos opostos, Quando a noite beija o dia, Há uma luz fugidia, Espalhada nos seus rostos.
Autor: Diaenoite
(131) Tu és...
Tu és...
Meu amor Junto do rio, és o mar. Junto da prata, és ouro. Junto do demónio, és anjo. Junto do ódio, és o amor. Junto da tristeza, és a alegria. Junto da lágrima, és o sorriso. Junto do débil, és forte. Junto da repressão, és a libertação.
RITA GOMES (132) Continua*
Continua*
Porque é que não consigo esquecer, nem o teu calçado
Porque é que passados dois anos és pensamento permanente
Porque é que passados dois anos me provocas um sentimento deprimente
Porque é que no fim de pensar que tinha finalmente acabado
No
fim de estar novamente apaixonado
Penso no que sentia, ou sinto por ti
E me
apercebo de que agora não é nada, comparado com o que vivi
Porque é que nunca dizes nada
Porque é que nunca perguntaste por uma namorada
Porque é que tens medo de perguntar
Porque é que tens medo do meu olhar
Porque é que nunca mais apareceste por cá
Porque é que insistes em responder "sei lá"
Porque é que quando tento ligar não atendes
Porque é que dizes que estás bem, quando estás em momentos deprimentes
Porque é que me marcaste tanto
Porque é que não consigo pôr-te a um canto
Porque é que mal falas comigo
Porque é que não queres que eu vá ter contigo
Porque é que olhar para uma foto tua me provoca um sorriso tão triste
Porque é que não te queres lembrar do que sentiste
Porque é que não sorris o que já sorriste
Porque é que agora mentes sobre o que nunca mentiste
Porque é que não te esqueço
Porque é que tanta vez, é a pensar em ti que adormeço
Porque é que não te mereço
Porque é que não podemos ter um novo começo…?
Marta Ribeiro
(133) Play Play (134) O que sinto : é amor
o que sinto : é amor (135) Poema Tropical
Poema Tropical Roberto Traguedo Eliseu
(136) "Sem título"
"sem titulo"
Se os teus olhos não fossem tão belos e a noite não se tornasse tão clara, andaria confuso, sem sentido algum pelas ruas geladas dos sem rumo.
Noutra altura, que não esta, pássaros voavam graciosamente sobre o teu céu de pétalas e os Zéfiros, incansáveis, belas melodias tocavam nas clareiras esquecidas por entre as frestas, de onde sorrateira fugiste.
Todo o império do Paraíso ruiu na escuridão, pois de lá te esgueiraste para o meu coração e desde então, toda a poética de viver Só deixou de existir, porque a companhia de um Anjo em mim se fez sentir…
autor: ALPHA
(137) Amar com seis sentidos
Amar com seis sentidos
Respiramos o delicado perfumar, Incenso de jasmim num quanto quente, Duma aura mágica que se sente E onde pudemos nos embriagar.
Uma lamparina de azeite a arder, Impede a escuridão de entrar Em almas que desejam se amar, Em corpos anseiam se conhecer.
Entregamo-nos ao quente demulcir, De chocolate com pimenta dos beijos, Que fantasiam quiméricos mil desejos, Todos únicos desejos ainda por vir.
Lençóis rubros e aveludados em cetim, Estendem-se em convite sobre o leito. Tocam-nos suaves num gesto perfeito, Perfeito encanto de um romance sem fim.
Sons orientais nos elevam e transportam A templos eternos perdidos no tempo, Eternidades de um amor desatento - vidas esquecidas que retornam.
Os sentimentos das almas requintadas Confundem-se numa luz única e pura. Transcendemos sonhos e anseios sem cura E vibramos em energias unificadas.
Vera Novo
(138) Momento de Amar Momento de Amar
Quem dera o tempo
poder parar,
porque o tempo...
O tempo é sempre um momento
quando te estou a olhar!
Sonho contigo
ao dormir...
Acordada.
Vivo a sonhar.
O que será esse fascínio?
Que terá esse teu olhar?
Será veneno?
Ou encanto?
Apenas sei...
Amo-te tanto.
Maria Fernanda Ruela
(139) Sonhar é viver... Sonhar é viver…
Sonhar é viver... (140) Infinito Infinito (141) Te quero...
Te quero...
"E quando o corpo pede um
pouco mais de calma” e a minha razão implora por mais esta calma, mas tenho
sentido uma mistura tão gostosa de emoção, desejos, vontades, medos como
mantê-los em mistério é uma questão difícil!!!!to com vontade de gritar que
eu te quero, vontade de te ter em meus braços, um desejo inaceitável,
inexplicável de me prender em teu corpo, num abraço apertado e apaixonante,
beijar teus lábios como jamais beijei com a mais intima vontade de mergulhar
fundo nas entranhas dos teus sentimentos. By Jak (142) História de vida (A Esperança e o Amor)
História de vida (A Esperança e o Amor)
O coração daquela pobre mãe deixou de bater...
Apagou-se ao dar à luz, por ela, nada havia a fazer!!!
Mas... e por aquelas crianças recém-nascidas,
Filhas de ninguém, sós e desprotegidas?...
Quis o destino traze-las a este mundo
Pelas mãos de um ser infecundo
Que abraçou o milagre da vida
Sem qualquer temor ou dúvida!
A médica.... adoptou as crianças...
À menina chamou "Esperança",
E ao menino chamou "Amor".
Ambas cresceram, lado a lado,
Unidas pelo sangue ...pelo passado,
Unidas na alegria e na dor!!!!
Titta Butterfly
(143) Do Amor
Só me sinto (144) Deixa o sol saber em seu corpo
deixa o sol saber em seu corpo (145) Amor
AMOR
Abro um pouco o A, beijo com vontade o M, contorno bem o O, e faço cócegas ao R...
assim mostro o que sinto!
Se te soletrar, direi:
A de Amor, M de Muito amor, O de Obviamente amor R de Repito amor.
Se te desenhar será com:
um redondo Arco feito à Mão livre na mais linda Obra que me sai sem Rascunho.
E pronto... sais sempre tu, sai sempre AMOR!
(146) Não foi à primeira
Não foi à primeira (147) O tempo
O tempo (148) Um Mundo de Sonho/Um Sonho de Mundo Um Mundo de Sonho/Um Sonho de Mundo
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